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sexta-feira, 22 de maio de 2015

APEL lança votação para a Livraria Preferida de Portugal


A tradição ainda é o que era e a APEL mantém um dos seus rituais pré-Feira do Livro, apelando aos portugueses para que votem na sua livraria favorita, através de um questionário disponibilizado no site da associação.

O meu voto normalmente vai para a Pó dos Livros, mas este ano a minha eleita não poderia ser outra que não a livraria do Sr Teste na Sociedade Guilherme Cossoul. Um espaço acolhedor, um livreiro que é um confidente de devaneios literários e livros que pensámos nunca poder vir a ter e que nos vêm parar às mãos por preços muito acessíveis. Quem ainda não passou por lá que se esconda de vergonha e passe um dia em jejum a ler Marguerite Duras, para purificar a alma.


No ano passado a vencedora foi a Cabeçudos, uma livraria lisboeta vocacionada para o público infanto-juvenil. Este ano, quem sabe quem será a vencedora? Saberemos todos no dia 12 de Junho, em plena êxtase de Feira do Livro.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A livraria do Sr Teste: a resposta às vossas preces literárias

https://www.facebook.com/SrTeste?fref=ts

Quantas vezes deram por vós frustrados a pensar num livro esgotado que era mesmo aquilo que faltava à vossa colecção? E a vasculharem todas as livrarias de que se conseguiram lembrar, sempre com o mesmo resultado desanimador? Pois bem, sabem o que vos falta? O Sr Teste. “O Sr Teste?” perguntam de forma surpreendida de quem nunca ouviu falar em tal coisa, neste caso em tal pessoa, que o livreiro merece respeito.

Para quem não conhece o Sr Teste, convido-vos a fazerem uma visita ao blog e à página do Facebook. Vasculhem bem e encontrarão certamente uma preciosidade à vossa espera. Eu encontrei por lá o “A Sinfonia Pastoral” do Gide, que já estava na minha lista há anos, e mal contive a emoção. Recebi o livro, a um preço bem catita e em excelentes condições, directamente das mãos do Sr Teste e ainda tive direito a uma agradável conversa sobre literatura. Há melhor forma de passar um final de tarde?

Pois bem, no fim-de-semana passado deu-se a boa-nova do Sr Teste ter aberto uma livraria na Guilherme Cossoul, em Lisboa, assinalando os 129 anos desta Sociedade. Ainda por lá não passei, mas vou fazê-lo nas próximas semanas e espero que façam o mesmo (não vale andarem a carpir o desgraçado destino das livrarias independentes e depois não fazerem nada!). Não sabem onde fica? Não quero que vos falte nada: Rua D. Carlos I, nº 61 (um pouco acima do IADE).


Vão, não hesitem em pedir livros que não encontram noutras livrarias e preparem-se para serem tentados! “Books are sexy”, palavra do Sr Teste.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tell a Story: a livraria que veio do futuro, numa carrinha do passado




A ideia é simples: vender livros portugueses a estrangeiros, em línguas que lhes sejam acessíveis. Mas como? Será que se justifica abrir uma livraria? Hum, talvez não seja por aí. Por onde é que os turistas andam? Pelos monumentos, pela rua… É isso, pela rua! E se em vez de os turistas irem até aos livros, os livros fossem até aos locais por onde os turistas andam?

Parece mentira? Pois não é. É exactamente este o conceito da Tell a Story, a primeira livraria ambulante do país, que percorre Lisboa com uma montra cheia de obras de relevo de escritores portugueses (de Saramago, a Torga, sem esquecer Pessoa e Lobo Antunes) traduzidas em inglês e francês, para que os turistas leiam sobre Portugal enquanto conhecem o país. E porque a proximidade não é apenas física, encontram-se com frequência na página do facebook fotos e testemunhos de quem passa pela carrinha. Chama-se a isto identidade e posicionamento de marca bem definidos.

Quantos de nós não fomos a outro país e pensámos “gostava tanto de comprar um livro de um autor de cá, mas tinha de encontrar algo em inglês”? Onde estavas tu, Tell a Story, nesses momentos? Quem sabe se não é uma ideia exportável, quem sabe…

Visão para o negócio é isto mesmo: ver uma oportunidade, delinear um plano para tirar partido dela e meter mãos à obra. Regozijemos com estes novos conceitos de livraria, dos quais se podem tirar muitas lições para acabar com as histórias de livrarias a fechar.

Vemo-nos algures em Lisboa.