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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A dependência dos livros – edição Julho de 2015


Momento charada: qual é coisa qual é ela que está a mais nesta foto? Quem apostou nas “Collected Stories” do Mark Twain apostou bem e não, não é por ser a única obra em língua estrangeira. Acontece que este conjunto de livros foi adquirido no início do ano, numa promoção pornográfica, e esquecido numa prateleira, sem me lembrar de o incluir nas compras do mês. Pois bem, reponhamos a verdade e caminhemos em frente.

Tenho de destacar em Julho a compra do último volume das "Obras Completas" do Borges, editadas pela Teorema, livro que como sabem me fez suar quando, após 4 anos de pacientes compras volume a volume na Feira do Livro, me preparava para terminar a minha saga e fui esmagado pela palavra ESGOTADO. Enfim, consideremo-nos abençoados por termos uma Bulhosa nas nossas vidas para nos ajudar em situações de emergência.

Abençoados também os passatempos na página de Facebook da Porto Editora que me valeram o “Levantado do Chão” de Saramago, ganho no dia seguinte ao meu aniversário (que coincide com o dia em que Saramago morreu), mas que ainda demorou uns dias a chegar até mim.

De resto, como resistir a uma boa promoção da Wook? Impossível, portanto mais vale fazerem como eu: resignarem-se e arranjarem um espacinho para mais livros na vossa estante. “A Liberdade de Pátio” de Mário de Carvalho e “Diário da Queda” de Michel Laub já conquistaram o seu lugar na minha biblioteca.

E só para pecar em pleno, numa marota visita à Bulhosa enquanto esperava que o volume final do Borges chegasse, eis que “Oscar e Lucinda” de Peter Carey me piscou o olho e quando dei por mim já estava com ele no colo a caminho de casa. Ah, tentações!

domingo, 14 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 14 de Junho


E a Feira do Livro de Lisboa de 2015 chega hoje ao fim. Depois de dias consecutivos a subir e a descer o Parque Eduardo VII voltamos ao calendário, onde contaremos os dias até voltarmos a ser felizes de novo. Mas antes da despedida, ainda podem passar pela Feira e fazer uma última compra, em jeito de adeus. Fiquem portanto com alguns dos Livros do Dia de hoje:

Relógio D’Água
“Anna Karénina” de Lev Tolstói - 16€
“As Aventuras de Huckleberry Finn” de Mark Twain - 8€
“Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa - 18€

Grupo Porto Editora
“Ara” de Ana Luísa Amaral - 6,65€ (banca da Sextante)
“K4 - o quadrado Azul” de José de Almada Negreiros - 7€ (banca da Assírio & Alvim)

Cotovia
“Gatos e Mais Gatos” de Doris Lessing - 12,5€

Cavalo de Ferro
“Nada” de Carmen Laforet - 8,5€

Grupo Leya

“O Vale da Paixão” de Lídia Jorge - 9,5€ (banca da Dom Quixote)

sábado, 13 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 13 de Junho


Durante a Feira do Livro, assinalando a comemoração dos 50 anos da Dom Quixote, uma selecção de 50 títulos da editora estará disponível com 50% de desconto. Entre os livros disponíveis encontram-se:

“Contos” de Miguel Torga
“Correcções” de Jonathan Franzen
“Gente Feliz com Lágrimas” de João de Melo
“Goodbye, Columbus” de Philip Roth
“O Homem Lento” de J. M. Coetzee
“Obras Completas I” de Urbano Tavares Rodrigues
“Os Buddenbrook” de Thomas Mann
“Rabos de Lagartixa” de Juan Marsé
”Sartoris” de William Faulkner
“Se Não Agora, Quando?” de Primo Levi
“Siddhartha” de Hermann Hesse
“Tieta do Agreste” de Jorge Amado

Aproveitem estes últimos dias da Feira do Livro para tirarem partido dessa promoção e, se passarem por lá hoje, não se esqueçam dos Livros do Dia em destaque:

Grupo Porto Editora
“A Liberdade de Pátio” de Mário de Carvalho - 6,65€ (banca da Porto Editora)

Relógio D’Água
“Crime e Castigo” de Fiódor Dostoievski - 12€
“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen - 10€

Tinta-da-China
“Os Maias” de Eça de Queirós - 12€

Alfaguara
“O Mapa e o Território” de Michel Houellebecp - 11,94€

Cavalo de Ferro
“Obra Reunida” de Juan Rulfo - 9,5€

Babel
“Sinais de Fogo” de Jorge de Sena - 17,57€

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 12 de Junho


Prevenindo o estado de loucura em que iríamos ficar, a Cavalo de Ferro não adere à Hora H. Para nos compensar tem os livros todos com pequenos descontos, que representam geralmente entre menos 1.5€ e 3€ face ao preço normal, o que para a Feira do Livro é um pouco conservador... Mas nos Livros do Dia torna-se tudo mais interessante e os descontos chegam em regra aos 40%. Tendo em conta que a Cavalo de Ferro tem um dos melhores catálogos nacionais, esse desconto sabe-nos a ambrosia e até ao final a Feira ainda haverá 2 obras essenciais que estarão a preços irresistíveis: a “Obra Reunida” do Rulfo no Sábado e o “Nada” de Carmen Laforet no Domingo. Como resistir?

E por falar em Livros do Dia, quem passar hoje pela Feira do Livro poderá encontrar com desconto significativo:

Antígona
“Walden” de Henry David Thoreau - 9,25€

Grupo Porto Editora
“São Paulo” de Teixeira de Pascoaes - 11,25€ (banca da Assírio & Alvim)
“A Desumanização” de Valter Hugo Mãe - 8,3€ (banca da Porto Editora)

Babel
“Peito Grande – Ancas Largas” de Mo Yan - 14,97€

Relógio D’Água
“Debaixo do Vulcão” de Malcolm Lowry - 12€

Grupo Leya
“Claraboia” de José Saramago - 9,1€ (banca da Caminho)
“A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera - 11,3€ (banca da Dom Quixote)

Cotovia
“Assassínio na Catedral” de T.S. Eliot - 6€

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 10 de Junho


Quem aproveitar o feriado para ir até à Feira do Livro poderá, ao final da tarde, satisfazer a curiosidade de ver ao vivo quem bem conhece da televisão. “A Década dos Psicopatas” de Daniel Oliveira (o comentador), recentemente lançado pela Tinta-da-China, será apresentado às 19h por Ricardo Araújo Pereira.

Pelo caminho aproveitem e manifestem o vosso nacionalismo (se o tiverem!) apoiando as editoras nacionais. Ora reparem em alguns dos títulos que são hoje Livro do Dia:

Babel
“A Sibila” de Agustia Bessa-Luís - 11,81€

Relógio D’Água
“As Aventuras de Huckleberry Finn” de Mark Twain - 8€
“Fausto” de Goethe - 16€
“Lolita” de Vladimir Nabokov - 10€
“Os Irmãos Karamázov” de Fiódor Dostoievski - 21€

Alfaguara
“Jesus Cristo Bebia Cerveja” de Afonso Cruz - 9,54€

Grupo Leya
“O Ano Sabático” de João Tordo - 7,6€ (banca da Dom Quixote)

Grupo Porto Editora
“Os Papéis de K.” de Manuel António Pina - 5€ (banca da Assírio & Alvim)

Cavalo de Ferro
“Papéis inesperados” de Julio Cortázar - 8€

Tinta-da-China
“Viagem à Volta do Meu Quarto” de Xavier de Maistre - 13€

terça-feira, 9 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 9 de Junho


Uma das novidades que será apresentada durante a Feira do Livro, mais concretamente no dia 12, são as novas edições de “O Nosso Reino”, “O Remorso de Baltazar Serapião” e “O Filho de Mil Homens” de Valter Hugo Mãe, agora com a chancela da Porto Editora.

Para além de um grafismo cuidado, contando com ilustrações de Daniela Nunes e da islandesa Ingibjörg Birgisdóttir, as novas edições vão contar com prefácios de autores prestigiados, respectivamente Ferreira Gullar, Saramago e Alberto Manguel. Posteriormente, e seuindo a mesma lógica, serão lançados também “O Apocalipse dos Trabalhadores” e “A Máquina de Fazer Espanhóis”.

Enquanto aguardamos por estas novas edições, confiram os títulos que poderão encontrar hoje como Livros do Dia:

Grupo Porto Editora:
“Agosto” de Rubem Fonseca - 8,3€ (banca da Sextante)

Relógio D’Água
“As Viagens de Gulliver” de Jonathan Swift - 9€
“O Amor de Uma Boa Mulher” de Alice Munro -10€
“Os Demónios” de Fiódor Dostoievski - 15€

Tinta-da-China
“Causas da Decadência dos Povos Peninsulares” de Antero de Quental - 8,8€
“Os Meus Sentimentos” de Dulce Maria Cardoso - 14,4€

Babel
“Memória de Adriano” de Marguerite Yourcenar- 8,97€

Grupo Leya
“Liberdade” de Jonathan Franzen - 15€ (banca da Dom Quixote)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 8 de Junho


Para quem procura livros bons e muito baratos, a Cotovia tem também um cantinho especial, ideal para esse propósito. Por lá podem encontrar muitos livros a 3€ e 5€, com principal destaque para Teresa Veiga e alguns dos seus títulos mais antigos.

Comecemos então a última semana da Feira, sempre de olhos postos nos destaques dos Livros do Dia:

Grupo Porto Editora
“A Educação do Estóico” de Fernando Pessoa - 5,5€ (banca da Assírio & Alvim)
“Manifesto Anti-Dantas e por Extenso” de José de Almada Negreiros - 8,3€ (banca da Assírio & Alvim)
“O Estrangeiro” de Albert Camus - 4,95€ (banca da Livros do Brasil)
“Submundo” de Don DeLillo - 12€ (banca da Sextante)

Relógio D’Água
“A Educação Sentimental” de Gustave Flaubert – 10€
“Orlando” de Virginia Woolf - 9€

Alfaguara
“Pulp” de Charles Bukowski - 10,14€

Grupo Leya
“Travessuras da Menina Má” de Mario Vargas Llosa - 11,3€ (banca da Dom Quixote)
“Obras Completas – Volume I” de Urbano Tavares Rodrigues - 11,9€ (banca da Dom Quixote)

domingo, 7 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 7 de Junho


A Feira do Livro é o local ideal para obter o autógrafo dos escritores que mais estimamos e através do espaço “Agenda”, no site da Feira, é muito fácil estar a par de que estará na Feira nos mesmo dia que nós.

Os fins-de-semana são sem sombra de dúvida as alturas mais propícias para encontros entre leitores e escritores. Hoje, por exemplo, quem passar pelo Parque Eduardo VII poderá encontrar por lá João Tordo, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Rentes de Carvalho ou Agualusa. Informem-se com antecedência e vão munidos com os vossos livros favoritos!

Mas porque ir à Feira sem comprar livros é uma heresia, passemos os olhos pelos Livros do Dia em destaque:

Grupo Porto Editora
“Todas as Palavras” de Manuel António Pina - 10€ (banca da Assírio & Alvim)
“O Silêncio” de Teolinda Gersão - 5,55€ (banca da Sextante)
“O Medo” de Al Berto - 20€ (banca da Assírio & Alvim)
“Metamorfose” de Franz Kafka - 4,95€ (banca da Livros do Brasil)

Cavalo de Ferro
“A Volta ao Dia em 80 Mundos” de Julio Cortázar - 9,5€

Relógio D’Água
“Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada” de Pablo Neruda 7€
“O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald - 6€
“Errata” de George Steiner - 8€

Grupo Leya
“Cem Anos de Solidão” de Gabriel García Márquez - 10,7€ (banca da Dom Quixote)
“A Bagagem do Viajante” de José Saramago - 8,9€ (banca da Caminho)

Alfaguara
“Para Onde Vão os Guarda-Chuvas” de Afonso Cruz - 11,7€

Tinta-da-China
“Vai, Brasil” de Alexandra Lucas Coelho - 10,8€

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 5 de Junho


Se estavam a pensar que hoje é o dia ideal para irem à Hora H, lamento dizer-vos que às Sextas-Feiras e nos fins-de-semana não há Hora H. Mas não desesperem, terão sempre livros a 3€, 5€, 7.5€ e 10€ nas caixas de promoções da Relógio D’Água. Podem por lá encontrar o “Na Rua das Lojas Escuras” do Modiano a 3€, livros do Dalton Trevisan e da Ana Teresa Pereira a 5€, e só para vos deixar mesmo KO, encontram também a 5€ “Bel Ami” do Guy de Maupassant, “O Príncipe e o Pobre” do Mark Twain e “Um Quarto com Vista” do E. M. Forster. Desafio-vos a passaram por lá e saírem de mãos a abanar!

E os Livros do Dia em destaque hoje são:

Relógio D’Água
“Contos de Grimm” de Jacob e Wilhelm Grimm - 11€
“Ulisses” de James Joyce - 14€
“Moby Dick” de Herman Melville - 14€

Grupo Leya
“O Muro Branco” de Alves Redol - 9,5€ (banca da Caminho)

Grupo Porto Editora
“Ruído Branco” de Don DeLillo - 11,1€ (banca da Sextante)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 3 de Junho


Voltemos ao fantástico espaço da Porto Editora na Feira do Livro de Lisboa para vos alertar para algo (caso ainda não tenham reparado): em todo o espaço do grupo Porto Editora, as compras acima dos 30€ têm direito a um vale de 5€ que é imediatamente descontado nessa compra. Mas essa promoção não estará válida durante a Hora H, por isso não estejam com ideias!

Para além disso, todas as compras têm ainda direito a um vale de 5€ válido até 5 de Julho em compras superiores a 25€ na Bertrand. Eu preferia os vales de 10€ da Wook que deram no ano passado, mas pronto, a cavalo dado não se olha o dente.

E os principais Livros do Dia de hoje são:

Grupo Porto Editora
“A Casa dos Espíritos” de Isabel Allende - 9,35€

Relógio D’Água
“A Espuma dos Dias” de Boris Vian - 9€
“Assim Falava Zaratustra” de F. Nietzsche - 12€
“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen - 10€

Cotovia
“Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis - 10€

Presença
“O Monte dos Vendavais” de Emily Brontë - 9,65€

terça-feira, 2 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 2 de Junho


Para os aficionados dos clássicos o stand da Imprensa Nacional-Casa da Moeda é uma paragem obrigatória, pois por lá vão encontrar muitos tesouros com 50% de desconto. E não, não é na Hora H, o desconto aplica-se a toda a duração da Feira do Livro de Lisboa. Eu já por lá passei e comprei a edição crítica dos contos do Eça de Queirós, o primeiro volume, por pouco mais de 12€. De José Régio a Camilo Castelo Branco, sem esquecer os grandes clássicos latinos, o que não falta no stand da Imprensa Nacional-Casa da Moeda são tentações.

Deixo-vos então com os Livros do Dia em destaque hoje:

Grupo Porto Editora
“A Grande Arte” de Rubem Fonseca - 8,3€ (banca da Sextante)
“A Queda” de Albert Camus - 4,95€ (banca da Livros do Brasil)
“Breviário das Más Inclinações” de José Riço Direitinho - 6,95€ (banca da Quetzal)

Relógio D’Água
“A Metamorfose” de Franz Kafka - 6€
“A Vista de Castle Rock” de Alice Munro - 9€
“As Aventuras de Tom Sawyer” de Mark Twain 9€
“Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa - 18€

Presença
“A Vida de Pi” de Yann Martel - 10,7€

Cotovia
“Peças escolhidas I” de Henrik Ibsen - 12,5€

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 1 de Junho


E chegou finalmente o momento do ano mais esperado pelos viciados em livros: a Hora H da Feira do Livro. Pessoas enlouquecidas com pilhas imensas de livros chegarão a casa cansadas e cheias de sono, mas com alegrias literárias que lhes concederão muitas horas de prazer.

Para quem não puder ficar até às 22h, aqui ficam alguns dos Livros do Dia:

Cotovia
“Dois irmãos” de Milton Hatoum - 7,75€

Relógio D’Água
“O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde - 8€
“Robinson Crusoe” de Daniel Defoe - 9€

Grupo Porto Editora
“O Sol Nasce Sempre (Fiesta)” de Ernest Hemingway - 7,2€ (banca da Livros do Brasil)
“Os Contos” de Franz Kafka - 8€ (banca da Assírio & Alvim)

Tinta-da-China
“Os Maias” de Eça de Queirós - 8,95€
“Lôá e a Véspera do Primeiro Dia” de Dulce Maria Cardoso - 7,8€

domingo, 31 de maio de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 31 de Maio


Antes da primeira Hora H deste ano, que vai acontecer amanhã, deixo-vos uma dica. Quando forem aos stands do grupo Porto Editora vão reparar que há vários livros com etiquetas amarelas e laranjas. As etiquetas laranja correspondem a livros que têm 50% de desconto na Hora H e as amarelas a, aguentem a emoção, 70% de desconto. Portanto, antes de começarem a agarrar em livros indiscriminadamente vejam se não é mais vantajoso comprá-los na Hora H. Foi assim que no ano passado consegui comprar o “Possessão” de A. S. Byatt por menos de 9€, um livro que custa cerca de 30€.

Entre os Livros do Dia de hoje destaque para:

Grupo Porto Editora
“2666” de Roberto Bolaño -  9,95€ (banca da Quetzal)
“A Desumanização” de valter hugo mãe - 8,3€ (banca da Porto Editora)
“A Leste do Paraíso” de John Steinbeck - 9,95€ (banca da Livros do Brasil)
“Myra” de Maria Velho da Costa - 8€ (banca da Assírio & Alvim)
“Pena Capital” de Mário Cesariny - 7,5€ (banca da Assírio & Alvim)
“Poesias Completas” de Alexandre O' Neill - 16,5€ (banca da Assírio & Alvim)

Relógio D’Água
“As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e do Outro Lado do Espelho” de Lewis Carroll - 8€
“Crime e Castigo” de Fiódor Dostoievski - 12€
“Folhas de Erva” de Walt Whitman - 16€
“Pela Estrada Fora” de Jack Kerouac - 12€

Cotovia
“Teatro 4” de Bertolt Brecht - 12,5€

Alfaguara
“Para onde vão os guarda-chuvas” de Afonso Cruz - 11,7€

Grupo Leya
“A Confissão da Leoa” de Mia Couto - 9,5€ (banca da Caminho)
“O Teu Rosto Será o Último” de João Ricardo Pedro - 7,1€

Cavalo de Ferro
“Gente Independente” de Halldór Laxness – 12,5€

Tinta-da-China
“Eu Sou Uma Antologia” de Fernando Pessoa - 15€

sábado, 30 de maio de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 30 de Maio


E ao terceiro dia trago-vos uma boa-nova: ontem, quando ia a caminho de casa, depois de uma extenuante sessão de Feira, distraí-me a ver o catálogo 2015 da Tinta-da-China, na esperança de encontrar novidades. Já diz o povo que quem procura acha e o que encontrei foi o suficiente para dar um mini grito na camioneta. 

Ao que parece a Tinta-da-China, para assinalar os 100 anos da revista Orpheu, decidiu publicar uma edição de luxo fac-similada e numerada da famosa revista literária, uma espécie de caixa dos prazeres que conterá os dois números publicados, assim como as provas tipográficas do terceiro número que nunca o chegou a ser e uma brochura editorial. Tudo por 68€, com direito a anjinhos querubins a cantar músicas celestiais. A cereja no topo de um dia intenso de grandes compras.

Mas é tempo de olhar em frente e analisar o que a Feira do Livro de Lisboa tem hoje para nos oferecer. Fiquem então com os destaques dos Livros do Dia de hoje:

Grupo Porto Editora
“A Divina Comédia” de Dante Alighieri - 11,98€ (banca da Quetzal)
“O Herói Discreto” de Mario Vargas Llosa - 9,4€ (banca da Quetzal)
“Diários” de Al Berto - 11€ (banca da Assírio & Alvim)

Relógio D’Água
“Anna Karénina” de Lev Tolstói - 16€
”As Aventuras de Huckleberry Finn” de Mark Twain - 8€

Cotovia
“Teatro 3” de Bertolt Brecht - 12,5€
“Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín” de Teresa Veiga - 7€

Antígona
“Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley - 9,25€

Grupo Leya
“Debaixo de Algum Céu” de Nuno Camarneiro - 6,9€
“Meio Sol Amarelo” de Chimamanda Ngozi Adichie – 8,4€ (banca da ASA)
“Obras Completas 1975-1985” de Jorge Luís Borges – 17,7€ (banca da Teorema)

Cavalo de Ferro
“Auto-de-Fé” de Elias Canetti - 12,5€
"A Ponte Sobre o Drina" de Ivo Andric - 11€

Tinta-da-China
“Os Escritores (Também) Têm Coisas a Dizer” de Carlos Vaz Marques - 10,8€

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 29 de Maio


Hoje é o meu primeiro dia de Feira e só de imaginar aquelas bancas recheadas de livros a bons preços sinto logo um sorriso a rasgar-me a cara. Paragens obrigatórias no stand das promoções da Relógio D’Água, cujos caixotes são há alguns anos o ponto alto da Feira do Livro e uma fonte inesgotável de alegria, e no stand da Antígona, que este ano aumentou a sua presença para apresentar uma área com grandes oportunidades. Veremos!

E entre os Livros do Dia de hoje destaque para:

Grupo Porto Editora
“A Ilha Debaixo do Mar” de Isabel Allende - 9,4€ (banca da Porto Editora)
“Bufo & Spallanzani” de Rubem Fonseca - 8,3€ (banca da Sextante)
“Lunário” de Al Berto - 5,75€ (banca da Assírio & Alvim)
“O Cânone Ocidental” de Harold Bloom - 9,95€ (banca da Temas e Debates)

Relógio D’Água
“A Poesia do Pensamento” de George Steiner - 12€
“Do Lado de Swann” de Marcel Proust - 13€
“Fausto” de Johann W. Goethe - 16€
“O Feiticeiro de Oz” de L. Frank Baum - 9€

Alfaguara
“Os Enamoramentos” de Javier Marías - 11,94€

Antígona
“1984” de George Orwell - 8€

Cavalo de Ferro
“O Barril Mágico” de Bernard Malamud - 8,5€

Tinta-da-China
“O Bom Soldado Svejk” de Jaroslav Hasek - 19,2€
“Obra Completa” de Álvaro de Campos - 15€

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Diário da Feira do Livro 2015: 28 de Maio


Os snobs torcem o nariz à Feira do Livro, mas quem quer verdadeiramente saber de opiniões que são mais uma projecção de imagem do que verdades ditadas pela consciência? Para mim, ir à Feira do Livro de Lisboa é como entrar numa loja de doces em que tudo brilha, olhamos desnorteados para todas as direcções, sem saber onde pousar os olhos primeiro.

Mas a excitação não pode aniquilar a racionalidade e o primeiro conselho que vos dou é: preparem-se. Não vão apenas despreocupadamente passar os olhos pelas bancas e escolher espontaneamente o que comprar. Isso funciona em casos específicos, por exemplo nas bancas de promoções da Relógio D’Água, em que os livros estão ao mesmo preço durante toda a Feira. Mas levados pela promoção do Livro do Dia, muitas vezes não se tomam as melhores opções. Por exemplo: os Livros do Dia da Relógio D’Água têm por norma 40% de desconto, mas se forem comprados a Hora H, noutro dia em que não sejam Livro do Dia, o desconto já é de 50%.

Por isso vos digo, percam uma horinha a programarem a vossa Feira, identifiquem que Livros do Dia valem a pena nos dias em que vão e definam que livros é melhor deixar para a Hora H. Um comprador preparado é um comprador mais poupado. E não se esqueçam, o lema é sempre: comprar mais pelo menor preço.

Da minha parte prometo acompanhar-vos diariamente, com os destaques dos Livros do Dia e dicas para tornarem a vossa Feira do Livro de Lisboa 2015 a melhor de sempre. Deixo-vos com alguns dos Livros do Dia de hoje:

Grupo Porto Editora
“1822” de Laurentino Gomes - 9,35€ (banca da Porto Editora)
“A Questão Finkler” de Howard Jacobson - 8,85€ (banca da Porto Editora)
“As Verdes Colinas de África” de Ernest Hemingway - 6,65€ (banca da Livros do Brasil)
“Mensagem” de Fernando Pessoa - 5,5€ (banca da Assírio & Alvim)
“Na Patagónia” de Bruce Chatwin - 7,75€ (banca da Quetzal)
“Poesia” de Sophia de Mello Breyner Andresen - 6,1€ (banca da Assírio & Alvim)

Relógio D’Água
“A Estrada” de Cormac McCarthy - 8€
“A Ilha do Tesouro” de Robert Louis Stevenson - 7€
“A Viagem do Beagle” de Charles Darwin - 15€
“A Sonata de Kreutzer” de Lev Tolstói - 8€
“As Flores do Mal” de Charles Baudelaire - 12€

Alfaguara
“A Laranja Mecânica” de Anthony Burgess - 11,34€

Antígona
“A Quinta dos Animais” de George Orwell - 7€

Grupo Leya
“Barroco Tropical” de José Eduardo Agualusa - 8,10€ (banca da Dom Quixote)

Cotovia
“Teatro 1” de Bertolt Brecht - 12,5€

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Cheiro a livro novo – Abril de 2015



Em Abril houve motivos para sorrir. As editoras arregaçaram as mangas, fizeram frente à inconstância climática e trouxeram-nos boas novidades e reedições.

Comecemos pelos grandes clássicos. A propósito da comemoração dos 50 anos da editora Dom Quixote, eis que chegou às livrarias uma nova edição de “Dom Quixote de La Mancha” de Cervantes. E já vos ouço a dizer: “Outra edição do livro?! Não temos já a maravilhosa edição de capa dura da Relógio D’Água?! Porque nos deveria interessar esta edição?!” A resposta está no preço – apenas 10€. E em muitos sites (na Leya Online e na Wook, por exemplo) ainda tem 10% de desconto, ficando portanto por apenas 9€.

Mas há mais clássicos a marcar o mês. “Sensibilidade e Bom Senso” de Jane Austen mereceu uma nova edição da Relógio D’Água e a Tinta-da-China fez regressar ao convívio dos leitores portugueses “Viagem à Volta do Meu Quarto” de Xavier de Maistre, mais um volume da colecção de Literatura de Viagens coordenada por Carlos Vaz Marques.

Movendo-nos um pouco no tempo chegamos às grandes obras do século XX e a Cavalo de Ferro marcou pontos com a publicação de “Bestiário”, uma das obras centrais de Julio Cortázar. Mas a nova Livros do Brasil não lhe ficou atrás e de uma assentada lançou novas edições de “Piloto de Guerra” de Antoine Saint-Exupéry e de “O Velho e o Mar” e “A Taça de Ouro”, respectivamente dos Prémios Nobel Hemingway e Steinbeck.

E por falar em Prémio Nobel, chegou também em Abril às livrarias, pela mão da Porto Editora, o mais recente livro de Patrick Modiano, intitulado “Para que não te percas no bairro”. Destaque ainda para o primeiro romance de grande fôlego em vários anos de Kazuo Ishiguro, publicado pela Gradiva com o título “O Gigante Enterrado”.

Em termos de literatura portuguesa, não há muito para dizer, apenas que a Companhia das Letras publicou o novo romance de João Tordo, “O Luto de Elias Gro”.

Na não-ficção, para terminar, dois Prémios Nobel: “A Conquista da Felicidade” de Bertrand Russell, publicado pela Relógio D’Água, e “Eu Não Venho Fazer um Discurso” de Gabriel García Márquez, pela Dom Quixote.

Maio é o mês do começo da Feira do Livro de Lisboa, portanto é tradicionalmente um mês de muitas novidades. Mal podemos esperar!

terça-feira, 17 de março de 2015

Ler o último livro de Saramago


Saramago merece que respeitemos a sua obra. Mas, ao contrário do que muitos pensam, respeitar a obra de um grande autor não é elogiá-la ou adoptar uma postura devota. Respeitar um autor é lê-lo, criticamente, sem condescendências, e partir dessa base para uma análise fundamentada. Infelizmente parece-me que não foi esse o tratamento dado a “Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas”, o livro inacabado em que Saramago trabalhava quando morreu.

Pouco depois de o livro ter sido publicado pela Porto Editora formaram-se duas correntes antagónicas, mas igualmente perversas. De um lado os detractores de Saramago e os que não se deram ao trabalho de ler o livro, preferindo apelidá-lo de engodo meramente com base em questões de formato. Só três capítulos? Com letra enorme, ainda por cima? Para quê os destaques a vermelho no texto, que se intrometem na experiência do leitor? Para quê as ilustrações? Os textos do Fernando Gómez Aguilera e do Roberto Saviano são só para encher? E em todas estas questões, que na altura foram feitas, de tudo se falou menos do conteúdo do texto.

Do outro lado os fãs incondicionais de Saramago, que irresponsavelmente se apressaram a considerar “Alabardas” um exemplo de Saramago no seu melhor, havendo mesmo quem o classificasse como um dos melhores livros do ano. Rapidamente surgiram pontes que ligaram as personagens de “Alabardas” às figuras de proa da mitologia Saramagiana, sem perceberem que o principal prejudicado é Saramago, que colocar “Alabardas” ao nível dos seus melhores livros é colocar em causa a qualidade de uma obra tão arduamente construída.

Como de costume, é no meio que está a virtude, e é algures no meio que me encontro. A componente estética do livro não me incomoda. É um livro de homenagem, parece-me normal e até interessante esta tentativa de repensar o grafismo. E por princípio as ilustrações e os textos extra não violam a minha consciência de leitor. Mas na prática desiludiu-me o carácter algo aleatório das ilustrações, cuja ligação ao texto me pareceu bastante forçada. E mais me desiludiram os textos de Aguilera e de Saviano. O primeiro por repetir ipsis verbis as notas deixadas por Saramago que são apresentadas nas páginas anteriores. Para quê repetir algo que se acabou de ler? E Aguilera não resiste a comparar Felícia, a mulher do protagonista, a Blimunda, o que eu classificaria como um acto criminoso. O texto de Saviano é mais interessante, mas também não se coíbe de elevar Artur Paz Semedo a um estatuto que o pouco que Saramago escreveu não nos permite considerar razoável.

Mas o problema de base é que “Alabardas” não é um livro, é um projecto, e é dessa forma que deveria ser tratado. Nos três breves capítulos, Saramago tem tempo para pouco mais do que posicionar as peças no tabuleiro, criando os primeiros alicerces da narrativa. Tentar deste esqueleto inferir significados é um exercício especulativo. A ideia base de Saramago é muito interessante, explorar o porquê de nunca ter havido uma greve na indústria do armamento, mas não é claro de que forma pretendia analisar a questão. O que chegou até nós é um homem curioso, que se propõe investigar qual o posicionamento da fábrica em que trabalha nos principais conflitos armados do século XX. Apenas isto. Uma visão desapaixonada e sem uma moral última, que viria a ter certamente, mas que não houve tempo de construir.

A sensação de falta de tempo é aliás algo que transparece muito na escrita. Saramago que costuma respirar pausadamente, caminhando num passo firme e sereno, com uma noção de ritmo e uma gestão da narrativa irrepreensível, é em “Alabardas” um escritor apressado, que cavalga de frase em frase, com reminiscências do seu estilo oracular, mas com passagens abruptas e muitas palavras que ficam por dizer.

E chegamos ao momento em que a pergunta se impõe: “Alabardas” deveria ter sido publicado? Todos conhecem as minhas reservas quanto a obras póstumas e, se me coubesse a decisão, possivelmente não o teria feito. Mas percebo as motivações dos herdeiros que quiseram trazer à luz do dia uma obra que Saramago temia nunca chegar aos leitores, especialmente pelo debate que poderia promover. Proporcionar uma discussão alargada sobre a temática da guerra é uma boa e merecida homenagem a Saramago, e por isso acho que a publicação valeu a pena.

“Alabardas” não é Saramago no seu melhor. Mas um Saramago fora de forma ainda consegue valer mais do que muitos escritores no auge da sua pujança.