Mostrar mensagens com a etiqueta Companhia das Letras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Companhia das Letras. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Cheiro a livro novo – Abril de 2015



Em Abril houve motivos para sorrir. As editoras arregaçaram as mangas, fizeram frente à inconstância climática e trouxeram-nos boas novidades e reedições.

Comecemos pelos grandes clássicos. A propósito da comemoração dos 50 anos da editora Dom Quixote, eis que chegou às livrarias uma nova edição de “Dom Quixote de La Mancha” de Cervantes. E já vos ouço a dizer: “Outra edição do livro?! Não temos já a maravilhosa edição de capa dura da Relógio D’Água?! Porque nos deveria interessar esta edição?!” A resposta está no preço – apenas 10€. E em muitos sites (na Leya Online e na Wook, por exemplo) ainda tem 10% de desconto, ficando portanto por apenas 9€.

Mas há mais clássicos a marcar o mês. “Sensibilidade e Bom Senso” de Jane Austen mereceu uma nova edição da Relógio D’Água e a Tinta-da-China fez regressar ao convívio dos leitores portugueses “Viagem à Volta do Meu Quarto” de Xavier de Maistre, mais um volume da colecção de Literatura de Viagens coordenada por Carlos Vaz Marques.

Movendo-nos um pouco no tempo chegamos às grandes obras do século XX e a Cavalo de Ferro marcou pontos com a publicação de “Bestiário”, uma das obras centrais de Julio Cortázar. Mas a nova Livros do Brasil não lhe ficou atrás e de uma assentada lançou novas edições de “Piloto de Guerra” de Antoine Saint-Exupéry e de “O Velho e o Mar” e “A Taça de Ouro”, respectivamente dos Prémios Nobel Hemingway e Steinbeck.

E por falar em Prémio Nobel, chegou também em Abril às livrarias, pela mão da Porto Editora, o mais recente livro de Patrick Modiano, intitulado “Para que não te percas no bairro”. Destaque ainda para o primeiro romance de grande fôlego em vários anos de Kazuo Ishiguro, publicado pela Gradiva com o título “O Gigante Enterrado”.

Em termos de literatura portuguesa, não há muito para dizer, apenas que a Companhia das Letras publicou o novo romance de João Tordo, “O Luto de Elias Gro”.

Na não-ficção, para terminar, dois Prémios Nobel: “A Conquista da Felicidade” de Bertrand Russell, publicado pela Relógio D’Água, e “Eu Não Venho Fazer um Discurso” de Gabriel García Márquez, pela Dom Quixote.

Maio é o mês do começo da Feira do Livro de Lisboa, portanto é tradicionalmente um mês de muitas novidades. Mal podemos esperar!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Cheiro a livro novo - Fevereiro de 2015


Fevereiro é o mês do amor e o Cupido deve ter feito das suas e entretido os editores nacionais, sobrando-lhes pouco tempo para nos trazerem novos livros. Mas, não sendo uma amostra extensa é certamente interessante.

A Cavalo de Ferro focou-se em autores premiados e, de uma assentada, publicou “O Livro de Jón” de Ófeigur Sigurðsson, vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura, e “Thérèse Desqueyroux” uma das obras-primas da literatura do séc. XX e o livro mais proeminente do Prémio Nobel François Mauriac. Também a Sextante se manteve no mundo dos prémios, mais concretamente do Goncourt, editando o romance que recebeu o maior galardão da literatura francesa em 1956: “As Raízes do Céu” de Romain Gary.

Mas o principal lançamento do mês é uma surpresa, vindo inesperadamente de uma editora do Grupo Leya, cujo estado moribundo é já difícil de esconder. A Caminho traz-nos então a trilogia de Alves Redol que se desenrola na região vinícola do Alto Douro - o “Ciclo Port Wine” – e que é composta pelos romances “Horizonte Cerrado”, “Os Homens e as Sombras” e “Vindima de Sangue”.
Mantendo-nos na literatura em língua portuguesa, “O Irmão Alemão” de Chico Buarque foi a obra escolhida para apresentar a Companhia das Letras ao mercado nacional, esperando-se para breve mais novidades editoriais.

E terminamos como de costume com a não-ficção, curiosamente com 2 livros de focados em escritores portugueses. A abysmo traz-nos “Regressar a Casa com Manuel António Pina” de Inês Fonseca Santos, que inclui uma entrevista ao autor, um ensaio sobre a sua poesia e ainda um documentário em curta-metragem dedicado ao tema da casa. Já a Tinta-da-China mantém-se fiel a Fernando Pessoa e editou “Sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar”, que reúne todos os escritos do autor sobre o Estado Novo, contando com a edição de João Barreto.