A ideia é simples: vender livros portugueses a estrangeiros,
em línguas que lhes sejam acessíveis. Mas como? Será que se justifica abrir uma
livraria? Hum, talvez não seja por aí. Por onde é que os turistas andam? Pelos
monumentos, pela rua… É isso, pela rua! E se em vez de os turistas irem até aos
livros, os livros fossem até aos locais por onde os turistas andam?
Parece mentira? Pois não é. É exactamente este o conceito da
Tell a Story, a primeira livraria ambulante do país, que percorre Lisboa com
uma montra cheia de obras de relevo de escritores portugueses (de Saramago, a
Torga, sem esquecer Pessoa e Lobo Antunes) traduzidas em inglês e francês, para
que os turistas leiam sobre Portugal enquanto conhecem o país. E porque a
proximidade não é apenas física, encontram-se com frequência na página do facebook
fotos e testemunhos de quem passa pela carrinha. Chama-se a isto identidade e
posicionamento de marca bem definidos.
Quantos de nós não fomos a outro país e pensámos “gostava
tanto de comprar um livro de um autor de cá, mas tinha de encontrar algo em
inglês”? Onde estavas tu, Tell a Story, nesses momentos? Quem sabe se não é uma
ideia exportável, quem sabe…
Visão para o negócio é isto mesmo: ver uma oportunidade,
delinear um plano para tirar partido dela e meter mãos à obra. Regozijemos com
estes novos conceitos de livraria, dos quais se podem tirar muitas lições para acabar
com as histórias de livrarias a fechar.
Vemo-nos algures em Lisboa.
